{"id":22,"date":"2016-11-07T14:39:31","date_gmt":"2016-11-07T14:39:31","guid":{"rendered":"http:\/\/moralogia.org.br\/site\/?page_id=22"},"modified":"2018-12-23T00:03:58","modified_gmt":"2018-12-23T00:03:58","slug":"depoimentos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.moralogia.org.br\/site\/depoimentos\/","title":{"rendered":"Depoimentos"},"content":{"rendered":"<h3>Eu e a moralogia<\/h3>\n<p><strong>Hissashi Asofu (55 anos) \u2013 Curitiba<\/strong><\/p>\n<p>Conhecendo a Moralogia tive a grande oportunidade de rever o meu modo de viver. Desde a inf\u00e2ncia vivemos em busca da felicidade. Por\u00e9m, na minha estreita vis\u00e3o, percebi que buscava apenas a felicidade material, esquecendo do elemento chamado felicidade espiritual, ou seja, a que decorre da atitude de cultivar o sentimento de alegria e a tranquilidade.<\/p>\n<p>Quando se busca apenas a felicidade material, os sentimentos mudam constantemente de acordo com os resultados obtidos. Como poderei ser feliz verdadeiramente se os meus sentimentos mudam conforme os fatos e circunst\u00e2ncias que envolvem o nosso dia a dia?<\/p>\n<p>O que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a m\u00e1xima de Chikuro Hiroike (fundador da Moralogia), inspirada na frase de M\u00eancio, que diz: \u201cRealize a nobreza divina e a nobreza humana a acompanhar\u00e1\u201d(1). Esta m\u00e1xima \u00e9 a express\u00e3o da Lei da causalidade (causa e efeito) que \u00e9 mostrada muito claramente na Moralogia. O fundador foi uma pessoa que se empenhou extraordinariamente para desenvolver um sentimento sublime e tornou-se um mestre em orientar as pessoas a viverem de forma tranq\u00fcila e feliz.<\/p>\n<p>Agora estou empenhado em concentrar os esfor\u00e7os para elevar o meu car\u00e1ter, me transformar numa pessoa capaz de manter o sentimento de tranquilidade, satisfa\u00e7\u00e3o e alegria diante de quaisquer situa\u00e7\u00f5es (que atendam ou n\u00e3o \u00e0s minhas expectativas), seja na fam\u00edlia, seja na atividade profissional ou noutros c\u00edrculos de relacionamentos humanos.<\/p>\n<p>Em suma, o desafio \u00e9 transformar o meu sentimento que \u201cbusca\u201d a felicidade dependente do mundo material para um sentimento mais \u201caut\u00f4nomo\u201d, independente de circunst\u00e2ncias externas.<\/p>\n<p>(1) M\u00eancio, para o Confucionismo, \u00e9 como S\u00e3o Paulo para o Cristianismo. Viveu de 372 a 289 a.C. e ocupa uma posi\u00e7\u00e3o \u00fanica entre os disc\u00edpulos do Mestre Conf\u00facio.<\/p>\n<p>[vc_separator type=&#8217;small&#8217; position=&#8217;left&#8217; color=&#8217;#65a915&#8242; thickness=&#8217;1&#8242; up=&#8217;1&#8242; down=&#8217;35&#8217;]<\/p>\n<h3>Meu breve relato<\/h3>\n<p><strong>Koshiro Nishikuni<\/strong><br \/>\n<em> Neurocirurgi\u00e3o, Doutor em Ci\u00eancias pela Faculdade de Medicina da USP.<\/em><\/p>\n<p>O meu primeiro contato com a moralogia foi aos 24 anos de idade, no curso intensivo realizado no Centro de Educa\u00e7\u00e3o Vital\u00edcia de Itapeti, Mogi das Cruzes, em 1985. Aqui tomei conhecimento dos ensinamentos dos Grandes Mestres da Humanidade \u2013 Jesus Cristo, Buda, Conf\u00facio e S\u00f3crates \u2013 base das pesquisas do fundador da Moralogia, Chikuro Hiroike, demonstrando que as pr\u00e1ticas morais promovem o aperfei\u00e7oamento do car\u00e1ter, resultando na conquista de uma verdadeira e duradoura felicidade.<\/p>\n<p>Inspirei-me muito na hist\u00f3ria descrita num livro \u201cA vida do Hideyo Noguchi(3) e a sua m\u00e3e.\u201d Para se tornar m\u00e9dico, Noguchi dedicou sua vida ao trabalho e realizou grandes pesquisas cient\u00edficas sempre com sentimento de gratid\u00e3o \u00e0 sua m\u00e3e e aos professores, e com o esp\u00edrito de retribuir em prol de benef\u00edcios \u00e0 humanidade. Com esse gesto os m\u00e9ritos e os reconhecimentos pela sociedade surgiram naturalmente.<\/p>\n<p>Eu estou almejando tamb\u00e9m tudo isso, mas onde estar\u00e1 o meu sentimento de gratid\u00e3o e de retribui\u00e7\u00e3o? Ao entender o prop\u00f3sito com que Noguchi fez tudo isto, percebi o quanto eu precisaria melhorar.<\/p>\n<p>\u201cRealize a nobreza divina e a nobreza humana a acompanhar\u00e1\u201d. Esta \u00e9 a frase de M\u00eancio. Quero trabalhar seguindo estes princ\u00edpios, me esfor\u00e7ar em servir ao pr\u00f3ximo, com amor, bondade e humildade, colocando-se sempre na situa\u00e7\u00e3o dos outros. Confesso que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, pois muitas vezes os sentimentos de gan\u00e2ncia, arrog\u00e2ncia, orgulho, falsa mod\u00e9stia, ira, frustra\u00e7\u00e3o, dentre outros, acabam predominando. Para aprender a controlar esses sentimentos \u2013 sementes de infelicidade \u2013 encontro os caminhos na moralogia e procuro praticar seus ensinamentos.<\/p>\n<p>Convivendo diariamente com pessoas enfermas, concluo que \u201cas pessoas mais espiritualizadas\u201d possuem melhor grau de aceita\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Percebo que essas pessoas \u201cencaram\u201d a doen\u00e7a de uma forma diferente. Para elas, a doen\u00e7a surgira como uma oportunidade para o crescimento interior.<\/p>\n<p>Observando tudo isso eu quero me esfor\u00e7ar para fazer das minhas dificuldades o momento para a reflex\u00e3o da minha atitude mental, mudar a forma de pensar e de agir, e buscar o verdadeiro significado da vida. Mais tarde, poderei reconhecer que gra\u00e7as \u00e0s dificuldades enfrentadas a minha vida ganhou novos horizontes.<\/p>\n<p>Saber n\u00e3o \u00e9 o mesmo que ser. \u00c9 preciso praticar, e sei que isto demanda muito trabalho, iniciativa e coragem. Por isso eu acho que moralogia \u00e9 um estudo para toda a minha vida. Agrade\u00e7o a todos que voluntariamente atuam na divulga\u00e7\u00e3o deste ensinamento. Muito Obrigado.<\/p>\n<p>(3) Hideyo Noguchi (1876 \u2013 1928, Jap\u00e3o), m\u00e9dico bacterologista japon\u00eas. Filho mais velho da fam\u00edlia de um agricultor extremamente pobre, quando tinha 1 ano e meio de idade, caiu numa esp\u00e9cie de lareira da casa e sofreu uma grave queimadura em sua m\u00e3o esquerda, ficando com todos os dedos da m\u00e3o grudados. Sua m\u00e3e sentiu que ele n\u00e3o poderia ser agricultor e que a sa\u00edda seria fazer com que ele seguisse o caminho do saber. Embora muito pobre, com muito esfor\u00e7o fez com que o menino freq\u00fcentasse a escola prim\u00e1ria. Aos 16 anos passou por uma cirurgia na m\u00e3o esquerda. Desde ent\u00e3o, passou a idealizar o sonho de ser m\u00e9dico. Devido \u00e0s dificuldades da m\u00e3o esquerda, Noguchi foi trabalhar como auxiliar no laborat\u00f3rio de pesquisa de doen\u00e7as contagiosas de Kitazato Shibazaburo, o que o fez seguir o caminho de pesquisador de bact\u00e9rias. Aos 25 anos, quando da visita ao Jap\u00e3o do dr. Freskner, professor da Universidade de Pensilvania, Noguchi atuou como int\u00e9rprete e convidado a trabalhar como auxiliar do professor. Noguchi pesquisou as cobras venenosas e ap\u00f3s estudar em Dinamarca, onde realizou pesquisas sobre soro, foi contratado em 1904 pelo laborat\u00f3rio de medicina Rockfeller. Em 1907 recebeu da Universidade de Pensilvania o t\u00edtulo honor\u00edfico de Master of Science. Em 1911 obteve sucesso na cultura pura da espiroqueta de s\u00edfilis. Em 1914, obteve o t\u00edtulo de doutor pela Universidade Imperial de T\u00f3quio. Em 1918 foi a Equador e em 1923 veio ao Brasil. Em 1927 foi para Acra, oeste africano, para pesquisar a febre amarela. Em 1928 foi contagiado e morreu naquele pa\u00eds. No seu sepulcro, em Nova Iorque, est\u00e1 gravada a seguinte frase: \u201cThrough devotion to science, he lived and died for humanity\u201d (Pela devo\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia, ele viveu e morreu pela humanidade).<br \/>\n[vc_separator type=&#8217;small&#8217; position=&#8217;left&#8217; color=&#8217;#65a915&#8242; thickness=&#8217;1&#8242; up=&#8217;1&#8242; down=&#8217;35&#8217;]<\/p>\n<h3>A moralogia \u2013 o que eu aprendi?<\/h3>\n<p><strong>Dr. Ricardo J. A. Leme<\/strong><br \/>\n<em> Neurocirurgi\u00e3o e Doutor em Ci\u00eancias pelo Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da USP.<\/em><\/p>\n<p>Um soci\u00f3logo, em visita ao Brasil vindo do Jap\u00e3o, me ensinou \u2013 ap\u00f3s sua visita a cerca de 40 pa\u00edses \u2013 que as na\u00e7\u00f5es cujos \u00edndices de desenvolvimento humano (IDH) s\u00e3o mais elevados valorizam muito as \u00e1reas ligadas \u00e0s humanidades; em contraposi\u00e7\u00e3o, as na\u00e7\u00f5es em vias de desenvolvimento priorizam mais os setores ligados \u00e0s ci\u00eancias exatas e biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Esta prioriza\u00e7\u00e3o, em parte devida \u00e0s quest\u00f5es de cunho econ\u00f4mico ligadas \u00e0s institui\u00e7\u00f5es detentoras de certas tecnologias, acaba por refletir em aspectos profundos da organiza\u00e7\u00e3o social, implicando em \u00faltima an\u00e1lise em um impacto na forma\u00e7\u00e3o do ser humano. Dessa forma, por exemplo, uma sociedade culturalmente enriquecida estar\u00e1 muito melhor capacitada para oferecer motivos para as pessoas se interessarem pela vida. Caso contr\u00e1rio, uma estrutura baseada em t\u00e9cnica e tecnologia promove a acelera\u00e7\u00e3o do processo de desumaniza\u00e7\u00e3o, e conseq\u00fcentemente, do desinteresse pela vida ou interesse pelas vantagens imediatas do plano material.<\/p>\n<p>Quando uma sociedade n\u00e3o tem nada de profundo a oferecer ou n\u00e3o valoriza o \u00edntimo de seus habitantes, ela se torna uma sociedade de valores superficiais, sendo este o princ\u00edpio da sociedade de consumo; aquela em que os seres s\u00e3o reconhecidos de acordo com seu potencial de consumo, e n\u00e3o pelo que eles s\u00e3o. Buscar profundidade como fundamento para a constru\u00e7\u00e3o social implica em um movimento que deve iniciar pelo lado mais \u00edntimo de cada ser, almejando a constru\u00e7\u00e3o do mesmo de dentro para fora, cultivando-o, e nunca de fora para dentro, explorando-o. Alguns se reconhecem a partir do que t\u00eam (teres humanos) e n\u00e3o pelo que s\u00e3o (seres humanos), o que os fragiliza interiormente tornando-os v\u00edtimas do pr\u00f3prio apego em suas manifesta\u00e7\u00f5es mais variadas.<\/p>\n<p>O processo de forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o hoje se estabelece sobre um modelo que favorece os que sabem mais e castiga quem sabe menos. Pessoas s\u00e3o encorajadas a estudar por algo externo a elas como uma carreira, em detrimento de estudar para acrescentar valores e se desenvolver interiormente. Este processo repetido por v\u00e1rios anos na vida da pessoa estimula que o sistema de valores se volte para fora e se baseie na compara\u00e7\u00e3o e em t\u00edtulos adquiridos. Se por um lado isso pode fazer algum sentido num primeiro olhar em que o mais capacitado ser\u00e1 privilegiado, por outro, traz em si a semente do individualismo. Uma sociedade embasada no individualismo tende a se tornar mais aparelhada tecnicamente, por\u00e9m menos do ponto de vista humano. Acredito que o estudo da ci\u00eancia da moral (moralogia) possa ser uma sa\u00edda saud\u00e1vel antes que se atinja um ponto sem retorno em que o lado selvagem dos homens seja cada vez mais evidente e o lado sublime cada vez menos valorizado.<\/p>\n<p>Viver na superf\u00edcie da personalidade sem o contato com a ess\u00eancia profunda pessoal esvazia a pessoa tornando-a vulner\u00e1vel ao desenvolvimento de dores intrat\u00e1veis, dores na alma. Em \u00faltima an\u00e1lise, cada um \u00e9 a melhor cria\u00e7\u00e3o f\u00edsica que a ess\u00eancia pode manifestar na forma de vida. Negligenciar a ess\u00eancia \u00e9 como construir uma casa sem colunas de sustenta\u00e7\u00e3o. Existe liberdade para escolher a forma de estruturar a exist\u00eancia, mas n\u00e3o para escolher os resultados. A moralogia ensina que n\u00e3o somos culpados, mas respons\u00e1veis pela nossa situa\u00e7\u00e3o de vida. A culpa \u00e9 passiva enquanto a responsabilidade \u00e9 ativa e auxilia a perceber nas atitudes tomadas o meu papel como gerador da situa\u00e7\u00e3o e como revert\u00ea-la, se for o caso.<\/p>\n<p>Pessoas com potencial para desenvolver dores ps\u00edquicas podem aparentar sucesso, mas a sensa\u00e7\u00e3o de que tudo est\u00e1 dando \u201ccerto\u201d na vida, que acompanha o sempre conseguir o que se quer, deve ser um alerta. Dentre as formas de conquistar objetivos existem situa\u00e7\u00f5es do tipo ganho-ganha (todos os envolvidos ganham) e situa\u00e7\u00f5es do tipo perde-ganha (uma parte ganha e a outra perde). Buscar situa\u00e7\u00f5es do tipo ganho-ganha e evitar ao m\u00e1ximo e na medida do poss\u00edvel o envolvimento com as situa\u00e7\u00f5es do tipo perde-ganha \u00e9 um m\u00e9todo preventivo eficiente para dores do tipo ps\u00edquicas.<\/p>\n<p>O tratamento para as dores ps\u00edquicas se baseia nos processos que levam \u00e0 expans\u00e3o da consci\u00eancia, estrat\u00e9gias para aprofundar o autoconhecimento, desenvolvimento e aperfei\u00e7oamento do car\u00e1ter e virtudes pessoais e finalmente, mas n\u00e3o menos, no cultivo da coer\u00eancia entre pensar, falar e agir no mundo. Apesar da melhoria t\u00e9cnica nos processos de aprendizado e forma\u00e7\u00e3o profissionais, o empobrecimento humano e cultural nas diversas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00edtido. Existe uma qualidade de conhecimentos que para serem aprendidos requerem um desenvolvimento do car\u00e1ter, que n\u00e3o acontece por si s\u00f3, principalmente em uma sociedade cujos ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o ainda t\u00eam o costume de chafurdar as profundezas e fingirem de cegos ao belo, bom e verdadeiro, fundamentais \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o do ser humano integral e para a forma\u00e7\u00e3o do bom profissional em todas as \u00e1reas. Car\u00e1ter e destino s\u00e3o dois aspectos de uma mesma realidade e sempre que situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis se apresentam \u00e9 importante considerar melhorar o primeiro antes de se queixar do segundo.<\/p>\n<p>Tr\u00eas elementos b\u00e1sicos e seus tratamentos no sentido de desenvolver a habilidade no manuseio das dores de natureza ps\u00edquica:<\/p>\n<ol>\n<li>Efemeridade da vida \u2192 Pr\u00e1tica do desapego<\/li>\n<li>Pris\u00e3o da certeza \u2192 Duvidar \u00e9 privil\u00e9gio do s\u00e1bio, a certeza a marca do ignorante<\/li>\n<li>Gan\u00e2ncia \u2192 Servi\u00e7o amoroso e desinteressado<\/li>\n<\/ol>\n<p>A pr\u00e1tica \u00e9 a teoria coroada, e certas li\u00e7\u00f5es s\u00f3 podem ser aprendidas quando ocorre a entrega na experi\u00eancia. Saber algo guarda rela\u00e7\u00e3o com a palavra latina sapere, ou seja, sentir o gosto, saborear. Assim, saber \u00e9 vivenciar algo interior e intimamente, mais que compreender e repetir racionalmente.<\/p>\n<p>&#8220;Nada designa melhor o car\u00e1ter de um povo que aquilo que ele acha rid\u00edculo&#8221; (Goethe)<br \/>\n&#8220;Eu sou livre de tudo o que sei, mas sou escravo de tudo o que ignoro&#8221; (Espinoza)<br \/>\n&#8220;Nada do que \u00e9 digno de ser conhecido pode ser ensinado&#8221; (O. Wilde).<br \/>\n\u201cPratique a nobreza divina e a nobreza humana naturalmente o acompanhar\u00e1\u201d (M\u00eancio)<\/p>\n<p>[vc_separator type=&#8217;small&#8217; position=&#8217;left&#8217; color=&#8217;#65a915&#8242; thickness=&#8217;1&#8242; up=&#8217;1&#8242; down=&#8217;35&#8217;]<\/p>\n<h3>Moralogia<\/h3>\n<p><strong>Hideaki Ozaki<\/strong><br \/>\n<em> Corretor de seguros<\/em><\/p>\n<p>Conheci moralogia h\u00e1 13 anos, atrav\u00e9s de alguns amigos de Mogi das Cruzes, quando fui convidado a jogar golfe no bairro de Itapeti, na Estrada de Moralogia, naquela cidade.<\/p>\n<p>Depois de algum tempo fui convidado a assistir algumas palestras e participar de semin\u00e1rios. Com isso passei a conhecer um pouco desta ci\u00eancia. Mas, levei certo tempo para efetivamente assimilar o que \u00e9 de fato necess\u00e1rio praticar no dia-a-dia para que as mudan\u00e7as ocorram na nossa vida, para melhor. Tenho uma empresa de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, pequena, com 12 pessoas, fundada h\u00e1 22 anos. No come\u00e7o, achava uma coisa muito dif\u00edcil \u201cvender servi\u00e7os\u201d pois na verdade s\u00f3 vendemos contratos, ou uma promessa de servi\u00e7os, e a priori nada temos para mostrar, nada palp\u00e1vel, dimension\u00e1vel para entregar ao cliente. Antes de conhecer a moralogia, entender e PRATICAR os seus ensinamentos, eu achava \u2013 como a grande maioria das pessoas \u2013 que a minha empresa tinha que vender, faturar e lucrar. Come\u00e7ando com as pessoas mais pr\u00f3ximas como familiares, amigos e conhecidos, e trabalhando at\u00e9 em finais de semana, feriados e \u00e0 noite, consegui acumular muitos clientes.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o entendia porque a empresa passava por dificuldades, se depois de alguns anos de trabalho havia acumulado um numero consider\u00e1vel de clientes e o faturamento mensal era muito bom. Mas, as dificuldades, principalmente financeiras eram constantes. Dia de pagamento de sal\u00e1rios era um tormento (embora seja a \u00fanica coisa que nunca atrasei), como tamb\u00e9m dos tributos que \u00e0s vezes eram \u201cesquecidos\u201de depois de autuados fazia os acertos ou a composi\u00e7\u00e3o com juros e corre\u00e7\u00e3o. Quase sempre eu estava entrando em cheques especiais, com juros exorbitantes.<\/p>\n<p>Depois de alguns anos percebi que eu n\u00e3o estava praticando os ensinamentos da moralogia, mas, s\u00f3 aprendendo a teoria. Dentre os v\u00e1rios princ\u00edpios da moralogia existe um que fala de \u201csampou yoshi\u201d ou \u201csampou zen\u201d ou ainda em portugu\u00eas \u201co benef\u00edcio para todos\u201d.<\/p>\n<p>Comecei a praticar este principio tanto em casa, com os familiares, como tamb\u00e9m na empresa. Depois de algum tempo a situa\u00e7\u00e3o mudou. Hoje, n\u00e3o tenho mais a necessidade de sair correndo atr\u00e1s de clientes, j\u00e1 consigo pagar todas as despesas em dia, e n\u00e3o preciso mais atrasar os tributos e fornecedores. N\u00e3o preciso mais recorrer a juros exorbitantes dos bancos.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho nenhuma pretens\u00e3o de ficar rico. O que eu quero \u00e9 tranq\u00fcilidade, paz e felicidade, que na verdade foi o desejo do fundador desta ci\u00eancia, para toda a humanidade! E isto se consegue e surgem novas id\u00e9ias, mais alegria e em conseq\u00fc\u00eancia, mais motiva\u00e7\u00e3o para praticar este ensinamento. Muito obrigado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu e a moralogia Hissashi Asofu (55 anos) \u2013 Curitiba Conhecendo a Moralogia tive a grande oportunidade de rever o meu modo de viver. Desde a inf\u00e2ncia vivemos em busca da felicidade. 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